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terça-feira, 29 de março de 2011



E nada como depois de um dia longo
(Dia longo de quem anda por aqui emendando dias)
Parar para uma canção...
Uma canção que não deixa a gente parar por muito tempo
Afinal, seguir é mister.


“Seguir viagem, tirar os pés do chão
Outros ares...sete mares...voar...mergulhar
[...]
Se dizem que é impossível
Eu digo: é necessário!
Se dizem que é loucura
(eu provo o contrário)
E digo que é preciso
Eu preciso...é necessário
Seguir viagem, tirar os pés da terra firme
E seguir... viagem”

                                                                     [Humberto Gessinger]

domingo, 27 de março de 2011

Uma onda segue a outra...


Tem um mar na minha esquina.
E é pra lá que eu vou nas tardes de agonia.
Contemplar a grandeza de quem se impõe pelo silêncio
(Ou quase silêncio)
Contemplar a metamorfose: água-onda-espuma-areia
Num processo convincente de tão repetitivo.
Convincente de que a gente tem mesmo que ser crescer,
desdobrar-se, ir em frente e espraiar-se...
Convencer de que o processo do mar, tem um pouco-muito do processo da vida.
(Isso eu aprendi com o mar da minha esquina)

Rafaelly '


sábado, 26 de março de 2011

Nau à deriva

Êta que hoje o mar num tá pra peixe,
Nem o céu pra estrela.
Êta que hoje não terra à vista
Nem marinheiro pra dividir aflição.
Êta que hoje a noite promete nuvem,
promete onda.
Mas mesmo com todas as ondas e nuvens,
E sem nenhum marinheiro, terra, estrela ou peixe
Vou continuar aqui.
Vou ancorar o meu navio
(pra não correr o risco de me perder)
E vou esperar o que falta chegar, bem assim:
à deriva.

Rafaelly '

Ilustração de: Patricia Metola

sábado, 19 de março de 2011

Dos ciclos


Andei pensando nisso de estar junto...
E de repente um se preocupa com o outro, um quer dar de si para tornar o outro melhor, um quer fazer o outro feliz, um e outro conversam muito, se interessam muito, tudo muito...
Em um tempo que se chama começo.
E de repente um não é mais tão importante assim... não mais. E um não precisa tornar o outro melhor dando de si, e não precisa fazer outro feliz, e não precisa mais se preocupar. Não carece, não. E as conversas tornam-se menores, porque já não tantos interesses: principiam com um bom dia e terminam com um tchau. Assim mesmo com introdução e conclusão, mas sem desenvolvimento. Porque carece não... E o que era muito, torna-se menos, bem menos, quase nada...ou nada mesmo.
Em um tempo que se chama fim.
Rafaelly '

Enquanto equilibrista...

E vou bem assim na vida:
Sem sair um passo do caminho,
Sem desviar para baixo o olhar,
Sem as flores deixar cair ...
Para frente
Para frente
Para frente
Rafaelly '

sábado, 12 de março de 2011

Sobre escolhas, caminhos e pedras...

E é bem assim: Pra cada escolha, suas respectivas possibilidades.
Pra cada possibilidade, seus respectivos caminhos.
Pra cada caminho, suas respectivas pedras.
E pra cada pedra, seu respectivo propósito. 

Rafaelly '

quinta-feira, 10 de março de 2011

Das coisas que atrapalham o caminho...


Hoje troquei umas idéias com a menina dos sonhos. Falamos sobre "entulhos" e "seguimentos".
É que há bastante tempo, decidimos que acontecesse o que acontecesse em nossas vidas, iríamos prosseguir, aos trancos, barrancos e solavancos (como ela gosta de dizer) se fosse preciso...
O que não havíamos pensado até então, era que talvez fosse necessário tirar alguns entulhos do nosso caminho. Que talvez fosse necessário perder tempo com eles, machucar-se um pouco mais. Não pelo prazer de sofrer (porque até onde sei, não há prazer nisso), mas pela esperança de que só tirando os entulhos, abriremos o caminho para a felicidade passar...
Então, mãos à obra! Tiremos nossos entulhos caprichosamente, acreditando com muita força no que virá!

Rafaelly '